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Curta pernambucano “À moda antiga” explora os limites entre a IA e o cinema

O cinema pernambucano, marcado por invenção estética e experimentação, ganha uma nova aposta com o curta-metragem “À moda antiga”, dirigido por André Pinto. A produção está em fase de pós-produção e deve ser finalizada no segundo semestre, trazendo o uso da inteligência artificial como elemento central da criação visual.

A obra propõe uma reflexão sobre os limites entre humanidade e tecnologia, em uma distopia ambientada no Recife. Na trama, a cidade aparece devastada por uma inundação catastrófica, onde apenas os prédios mais altos resistem, transformando o cenário urbano em personagem da narrativa.

O diretor explica que o filme nasce de uma provocação sobre memória, solidão e futuro da arte diante do avanço tecnológico. Apesar do uso de IA em diferentes etapas, o roteiro foi totalmente escrito por humanos, sem interferência de ferramentas automatizadas no desenvolvimento da história.

O processo criativo combinou técnicas tradicionais de filmagem com intervenções digitais. A equipe utilizou referências visuais, storyboards e captação em locações reais no Recife, mesclando imagens reais com elementos gerados digitalmente para construir os cenários futuristas.

Em meio ao crescimento de conteúdos produzidos por inteligência artificial, o curta busca provocar debate sobre o papel da tecnologia no audiovisual. Para a equipe, a proposta não é substituir o processo humano, mas ampliar possibilidades criativas e estimular reflexão sobre os novos caminhos do cinema.

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