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Alceu Valença ganha exposição inédita celebrando 50 anos de carreira

Por Mareu Araújo
maria.marques@diariodepernambuco.com.br

O pernambucano tem uma gama de artistas que o marcam. Luiz Gonzaga com a dançante e junina “Numa Sala de Reboco”, aquela do Dominguinhos e Anastácia que se clama “Só Quero um Xodó” e também a tal da “Morena Tropicana” de Alceu Valença. Por falar na figura mais ilustre de São Bento do Una, que atire a primeira pedra quem nunca passou na praia de Boa Viagem e cantou “La Belle de Jour” ou nunca cantarolou “(…) Tu vens… tu vens… eu já escuto os teus sinais” quando o final de semana está próximo. Para saudar esse pernambucano, será inaugurada hoje (18), em Olinda, a exposição “Alceu Valença, Uma Geografia Visceral Nordestina”.

Obra de Wellington Virgolino que inspirou a capa do álbum ‘Estação da Luz’

Para o homenageado, a mostra ainda é uma surpresa. “Ainda não vi nada, mas soube que há inclusive reproduções da casa da Fazenda Riachão e do cine Rex, onde cantei pela primeira vez, ainda na infância, em São Bento do Una”, conta ele em conversa exclusiva com ao Giro Blog.

Obra de Bajado, grande artista que Alceu faz referência na música “Bicho Maluco Beleza”

Com mais de 200 objetos, entre fotografias e vídeos históricos, peças do acervo pessoal e obras de arte, a exposição estará aberta para visitas na Casa Estação da Luz, local que o cantor, inclusive, é patrono. Os visitantes vão se deparar com a trajetória, poética, musicalidade e as questões que a obra de Alceu Valença provoca para a construção de um imaginário tradicional e contemporâneo do Nordeste.

Capa do álbum ‘Maracatus, Batuques e Ladeiras’, criada pela artista plástica Marisa Lacerda

“O título desta exposição traz a geografia, mas não como mero recurso retórico, para celebrar a obra de Alceu e os seus mais de cinquenta anos de carreira. A começar pelo Nordeste que é, antes de tudo, uma direção geográfica, mas aqui se insere como uma consciência íntima da sua produção artística”, explica no texto de apresentação o sergipano Rafael Antonio Todeschini, que nos últimos dois anos esteve à frente da equipe de pesquisa e assina a curadoria da exposição.

Yanê Valença, sócia-gestora da Casa Estação da Luz e esposa do cantor, afirma que ele jamais sentiu vergonha de ser autêntico, criando músicas que enaltecem seu sotaque e sempre reverenciando Pernambuco. “Sua obra reflete e interpreta o imaginário coletivo genuinamente brasileiro. Como ele afirma em uma entrevista: ‘Eu tenho uma missão, que é inflar a alma brasileira, a alma nordestina. Porque num país que está ficando cada vez mais colonizado, sou a favor total da cultura brasileira. Nós somos o máximo. O Brasil é o máximo’. Acredito que essa seja ‘a missão’ da exposição”, ressalta.

Alceu fotografado por Carlos Horcades

Na mostra, os visitantes poderão ver a tela de Sérgio Lemos que inspirou a composição de “Tropicana”. Além de assistir imagens inéditas do show apresentado por Jackson do Pandeiro e Alceu juntos no Projeto Pixinguinha, quando eles cruzaram o Brasil durante o ano de 1978. “Tudo o que Rafael Todeschini faz é de extremo bom gosto, e tenho certeza de que a exposição estará belíssima. Espero todo mundo lá”, convida o “Bicho Maluco Beleza”.

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