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Morre Mestre Noé da Ciranda, ícone da cultura popular, aos 72

A ciranda pernambucana perde mais um de seus grandes nomes. Faleceu na noite dessa terça-feira (30), no Recife, o cirandeiro surubinense Noé Souto Maior Barbosa, mais conhecido como Noé da Ciranda, aos 72 anos. O artista estava internado devido a problemas de saúde.

Nascido em 12 de maio de 1953, em Surubim, no agreste pernambucano, Noé se destacou como uma das vozes mais apaixonadas em defesa da ciranda, manifestação cultural que conheceu ainda criança. Inspirado por mestres como Antônio Baracho, João da Guabiraba e Lia de Itamaracá, adotou o nome artístico Noé da Ciranda e passou a difundir a tradição com entusiasmo em ruas, praças e beiras de praia.

Com a Ciranda Rosa Branca, grupo que liderava, animou gerações com versos improvisados e conquistou admiradores dentro e fora do Estado. Reconhecido por sua simpatia e convicção, foi um batalhador da cultura popular, levando o nome de Surubim além das fronteiras pernambucanas e tornando-se referência no Agreste, onde era o único cirandeiro.

A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe lamentaram a perda do artista, lembrando que ele foi fundador da Associação de Cirandas de Pernambuco. Para as instituições, Mestre Noé fez da ciranda um espaço de alegria, encontro e resistência, deixando um legado que continuará vivo na memória do povo pernambucano.

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