Allan Lopes
As trapalhadas de Chicó e João Grilo, em O Auto da Compadecida, não teriam o mesmo sabor sem a cultura popular presente na trilha sonora, criada pelo grupo pernambucano SaGrama Essa participação no filme é apenas uma, entre muitas conquistas, de uma carreira que completa três décadas. Nesse clima de celebração, o show SaGrama 30 anos: Poesia e Música acontece amanhã, às 19h30, e domingo, às 17h, no Teatro do Parque.
Fundado por professores e alunos do Conservatório Pernambucano de Música, em 1995, o grupo desenvolve a “música erudita brasileira”, mesclando diferentes gêneros do folclore e dos folguedos. “É uma diversidade musical muito grande, sempre com o foco na música instrumental.”, celebra Cláudio Ramos que integra o SaGrama tocando viola nordestina e violão, em conversa com o Viver.

A formação, composta por três instrumentistas de sopro, três de corda e três de percussão, sempre se mostrou receptiva a novas linguagens e já acumula mais de 100 parcerias. Algumas dessas colaborações estarão no palco, incluindo Petrúcio Amorim, Jessier Quirino, Beto Hortis, Sarah Leandro e Laila Campelo, instrumentistas e cantores que nutrem admiração e afeto pelo SaGrama.
Além das músicas dos convidados, o show também promete revisitar os maiores sucessos do grupo, entre mais de 230 gravações, como Presepada e Rói-Couro, sem deixar de lado faixas menos conhecidas, como Candeias e Tábua de Pirulito. “É uma grande festa para celebrar tudo o que construímos”, promete Cláudio Ramos.