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Paço do Frevo inaugura nova exposição principal nesta quinta-feira (29)

A nova configuração da principal exposição do Centro de Referência em Salvaguarda do Frevo convida o público a conhecer os bastidores e os personagens que mantêm o frevo vivo, destacando seus territórios: os bairros do Recife, de Olinda, cidades do interior e as esquinas do Brasil e do mundo onde ele pulsa. “É uma mostra que reflete o presente, com um recorte voltado às pessoas que fazem o frevo hoje, que nasce nas comunidades e ecoa nas passarelas do centro da cidade, nos palcos e nas ruas”, destaca Luciana Félix, diretora do equipamento instalado no Bairro do Recife, em conversa com o Viver.

Duas salas imersivas ampliam a experiência sensorial da dança e da música. Em Nós no Frevo, projeções dirigidas por Rebeca Gondim e jogos de espelhos convidam o público a cair no passo, celebrando a diversidade de corpos e territórios. Já em No Compasso do Frevo, o visitante assume o papel de maestro e controla os instrumentos de uma composição inédita, criada por Rafael Marques e Isadora Melo, escolhendo entre os compassos do frevo de rua, de bloco ou canção.

A exposição reinventa o Paço com estandartes e flabelos em vitrines elevadas, enquanto painéis imersivos narram a história dos cortejos carnavalescos. A tecnologia dialoga com a tradição através de telas interativas, holografias que revelam situações e personalidades do frevo, além da instalação audiovisual Ruas, que traz depoimentos de mestres da cultura popular.

Eternos guardiões da folia, bonecos gigantes como o Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia recebem os visitantes em um espaço cenográfico que recria o fervor do período momesco. Ali, passado e presente se cruzam, e o frevo se revela muito mais que um ritmo. É expressão, memória e identidade viva de um povo.

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