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Luna Vitrolira estreia na Europa com poesia negra e nordestina

A poeta, performer e pesquisadora pernambucana Luna Vitrolira desembarca nesta terça-feira (23), em Lisboa, para dar início à sua primeira Eurotour literária. A estreia acontece na Livraria Travessa – Galeria Verso, onde ela lança o livro Memória Tem Águas Espessas, dando início a uma série de apresentações que passam por cinco países: Portugal, França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

A turnê marca um momento inédito para a literatura falada brasileira, sobretudo por ser protagonizada por uma mulher negra, nordestina e periférica. Combinando poesia, corpo e música, Luna leva à cena internacional um trabalho que ressignifica ancestralidade, resistência e identidade.

Ao Giro, a poeta destacou a dimensão simbólica de sua estreia internacional. “Não chego à Europa no porão de um navio negreiro, mas como artista, representando Recife, Pernambuco e o Brasil no século XXI. É uma conquista coletiva, da literatura falada, da poesia negra e nordestina”, afirmou Luna antes da viagem.

A programação inclui lançamentos de livros, oficinas e performances em espaços e festivais de prestígio. Entre os destaques estão a abertura do Festival de Poesia de Lisboa, a participação no Festival Fólio em Óbidos, uma apresentação no Middle Ground Festival, em Berlim e a presença no Festival F.A.L.A., em Madrid.

Natural de Recife e criada na cidade de Paulista, Luna Vitrolira estreou na literatura com Aquenda – o amor às vezes é isso, finalista do Prêmio Jabuti 2019. Além da carreira artística, atua em projetos de equidade de gênero e combate ao racismo. Sua nova obra, Memória Tem Águas Espessas, nasce da imersão na memória canavieira da Zona da Mata de Pernambuco e dialoga com autoras como Conceição Evaristo e Grada Kilomba.

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