O Festival Clássicos do Brasil reuniu no último domingo (12), na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, uma diversidade de artistas e sons que conectaram o Nordeste ao Sudeste. O público assistiu a apresentações de grupos como Los Sebosos Postizos reinterpretando Jorge Ben, Lenine e Marcos Suzano com o álbum “Olho de Peixe”, além de shows de Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Xande de Pilares. A mistura de estilos e influências transformou a noite em uma celebração da música brasileira em sua pluralidade.
“O Grande Encontro” destacou-se ao reunir veteranos da música nordestina, mostrando que o forró, frevo, galope e maracatu transcendem datas festivas e se consolidam como patrimônio cultural nacional. Alceu Valença e Elba Ramalho reforçaram a importância de manter viva a essência da música nordestina, enquanto a plateia vibrava com cada interpretação. O evento evidenciou a continuidade de movimentos musicais que marcaram décadas, influenciando gerações e mantendo viva a tradição nordestina.

A banda Los Sebosos Postizos trouxe à tona o suingue de Jorge Ben, interpretando clássicos como “Menina Mulher da Pele Preta” e “Zumbi”, com arranjos que mesclam psicodelia e afrofuturismo. Segundo Jorge Du Peixe, a proposta foi manter o espírito positivo do disco original, enquanto a plateia carioca recebia com entusiasmo a releitura pernambucana. A performance destacou a importância de resgatar e reinterpretar grandes obras da MPB, conectando passado e presente de forma contemporânea.

Lenine e Suzano fecharam a programação com o álbum “Olho de Peixe”, mostrando a ponte cultural entre Recife e Rio de Janeiro. Com arranjos poderosos e presença de palco intensa, a dupla trouxe à tona a força da música nordestina e seu diálogo com a cidade do Rio, contextualizando hits como “Acredite ou Não” e “O Último Pôr do Sol”. A apresentação evidenciou a química artística entre os músicos e reforçou a influência nordestina em diferentes regiões do país.

O festival encerrou com o show “Xande canta Caetano”, reunindo novas gerações e consolidando o espaço para futuros artistas da MPB. A programação reforçou a ideia de que a música nordestina não conhece fronteiras e segue sendo influenciada e influenciando novos nomes. O evento celebrou a tradição, a diversidade e a força da cultura musical do Nordeste, agora projetada para um público cada vez mais amplo e conectado.



