A atriz e manipuladora Raquel Franco apresenta o espetáculo “Igbá Itan”, que combina teatro lambe-lambe e tradição iorubana em uma experiência sensorial sobre histórias de orixás femininas. As apresentações começam nesta quinta-feira (13), em Olinda, e seguem até o fim do mês, passando por escolas e terreiros da cidade, com acesso gratuito.
Dentro de uma pequena cabaça, o público é convidado a assistir, individualmente, a narrativas que unem ancestralidade, oralidade e estética afro-brasileira. O formato intimista transforma o fruto em um miniteatro, onde bonecas abayomi e miniaturas representam cenas que homenageiam Nanã, Iemanjá, Oxum e Oyá, as quatro grandes mães da tradição iorubana.
Segundo Raquel Franco, também conhecida como yawó Adefalá, a proposta é criar um espaço de encontro entre o público e as histórias ancestrais. “O lambe-lambe é um teatro de encontro. Em Igbá Itan, esse encontro acontece dentro da cabaça, entre os olhos do espectador e as histórias que habitam o tempo ancestral”, explica a artista, que construiu a obra a partir de vivências no Terreiro Axé Talabi, reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco.
O projeto integra as ações da Política Nacional Aldir Blanc e dialoga com a Lei 10.639/03, que institui o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. As apresentações acontecem entre os dias 13 e 29 de novembro, em diferentes pontos de Olinda, incluindo a Erefem Tabajara, o Centro Cultural Periférico Aurora Canindé e o Ilè Àsé Ògúnrínuwòlá, com sessões de cerca de dez minutos e classificação livre.


