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Édson Cordeiro apresenta álbum assinado por Zeca Baleiro no Teatro do Parque

ALLAN LOPES

Quando canta, Edson Cordeiro embarca a sua voz em uma jornada sem fronteiras. Reconhecido por seu timbre único de contratenor que o consagrou a partir dos anos 1990, ele monta e desmonta escalas vocais com soberania em qualquer registro. Esta viagem musical acontece no palco do Teatro do Parque, na sexta-feira, com o espetáculo Ouve a Minha Voz [Cordeiro canta Baleiro], dentro do Projeto Seis e Meia, baseado em seu álbum homônimo que nasceu após um convite do próprio Zeca Baleiro . A abertura fica por conta do cantor e compositor pernambucano Tonfil, a partir das 18h30.

O projeto é, na verdade, um desdobramento da colaboração entre os artistas. Tudo começou quando Zeca convidou Edson para participar do seu 15º álbum, no qual gravaram o dueto Mambo Só. Após o sucesso dessa parceria, o cantor paulista recebeu um novo chamado para um disco inteiramente dedicado às composições do velho amigo. “Eu comecei a minha carreira um pouco antes dele e, sem saber, ele estava na plateia”, relembra Édson, em conversa exclusiva com o Viver. “Sempre fui fã e sempre cantei músicas do Zeca nos meus shows”, exalta. 

No palco do Parque, o repertório atravessa diferentes fases da carreira de Zeca, passando pela clássica Heavy Metal do Senhor, de seu disco de estreia, à inédita Sangro, escrita a quatro mãos com a poeta Lúcia Santos. A setlist ainda reserva um lugar especial para Tango do Cordeiro, música inspirada na célebre defesa pública que Rita Lee fez de Édson, após a polêmica em torno de sua gravação de Ave Maria sobre uma base techno.

Como presente tanto para si quanto para a plateia pernambucana, o contratenor também entremeia as canções de Baleiro com pérolas de sua própria trajetória. “É um reencontro que precisava incluir minha história, tanto a mais recente quanto a do passado”, destaca. Entre os momentos marcantes do show, destacam-se Babalú (Margarita Lecuona), Bye Bye Brasil (Roberto Menescal e Chico Buarque), Estrela do Mar (Marino Pinto e Paulo Soledade), o hino disco I Will Survive, imortalizado por Gloria Gaynor, e mais que constróem a promessa de uma noite inesquecível.

Radicado na Alemanha desde 2007, onde conheceu seu atual marido, Édson Cordeiro nunca interrompeu suas turnês pelo Brasil. No entanto, o convite de Zeca Baleiro o fez sentir ‘completamente reconectado’ com o país. “Com esse novo álbum, o Brasil se reabriu para mim. Passei a ficar mais próximo da minha família, do meu público e das minhas raízes. O que era para ser uma breve temporada acabou se tornando prioridade: estar mais tempo aqui”, celebra.

Sua relação com Pernambuco é um caso de amor antigo que começou nos palcos do Teatro do Parque, nos anos 1990. “Cantar no Recife é um privilégio”, diz ele. E como todo amor verdadeiro, esse diálogo se expande em admiração. “Sou muito fã de Igor de Carvalho e de Flaira Ferro. Há muito tempo acompanho a cena musical pernambucana”, declara-se. Sob as mesmas luzes que o viram nascer artisticamente, Édson vai reconhecer em cada rosto da plateia.

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