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Mundo se despede do lendário Robert Redford, o padrinho do cinema independente

ANDRÉ GUERRA

Poucos são aqueles ícones que podemos colocar no mesmo patamar de influência e impacto no imaginário cinematográfico de Robert Redford. O ator, produtor e diretor norte-americano nascido em Santa Mônica, no estado da Califórnia, deixou hoje, aos 89 anos, um dos maiores legados audiovisuais de toda a indústria hollywoodiana.

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Consagrado tanto pelas suas atuações cheias de emoções contidas, o artista lendário foi ainda um dos maiores responsáveis pelo fomento do cinema independente americano, fundando em 1978 um dos mais importantes festivais desse segmento, o Festival de Sundance — e, assim, inspirando gerações criativamente através das décadas seguintes até os dias de hoje.

Com formação inicial em participações na Broadway, no final dos anos 1950, Redford começou a se destacar de verdade já nos anos 1960, com peças como Domingo em Nova York e Descalços no Parque , ambas adaptadas para o cinema. Com participações também na televisão nesse período, ele conquistou seu grande sucesso de fato em 1969 com o western divisor de águas Butch Cassidy, de George Roy Hill, em que contracenou com Paul Newman e marcou uma das maiores duplas da sétima arte.

Redford estrelou na sequência produções antológicas do cinema, como O Grande Gatsby, de Jack Clayton, ao lado de Mia Farrow, e Todos os Homens do Presidente, de Alan J. Pakula, também protagonizado por Dustin Hoffman. Nas bilheterias americanas, porém, um dos seus trabalhos de maior sucesso foi em 1993 com Proposta Indecente, de Adryan Lyne, no qual dividiu a cena com Demi Moore.

Ron Galella, Ltd/Getty Images

Como diretor, sua estreia foi com o aclamado drama Gente como a Gente, de 1980, pelo qual venceu o Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção. Em 1988, o astro lançou seu segundo longa como cineasta, Rebelião em Milagro. Foi no set desse filme que ele conheceu Sônia Braga, que interpretou a dona de um posto de gasolina na trama. Os dois viveram um romance que terminaria logo na virada para os anos 1990.

Sua última aparição nas telonas foi com o blockbuster Vingadores: Ultimato, de 2019, no qual interpretou o agente Alexander Pierce. As imagens que seu rosto e sua presença eternizaram no cinema, porém, já tão parte cravada da história há muito tempo. Adeus, Sundance Kid.

Foto: Valery Hache / AFP
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