Confinado no BBB 26, Jonas Sulzbach se tornou alvo de uma acusação por homofobia apresentada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo. A queixa-crime foi protocolada no Ministério Público de São Paulo e aponta falas consideradas LGBTQIAPN+fóbicas ditas pelo modelo durante discussões no reality show.
Segundo a denúncia, as declarações ocorreram durante um embate com o influenciador Juliano Floss. Em uma das situações, o brother questionou se o colega estaria “afetadinho” no jogo e o chamou de “juvena”, em referência a uma marca de cosméticos femininos, além de usar termos no feminino como “loirinha”.
Em outro momento de conflito, o participante insinuou que Juliano teria progesterona, hormônio associado ao corpo feminino. As falas geraram reação imediata do influenciador, que rebateu as provocações de forma exaltada durante a discussão exibida pelo programa.

A representação foi protocolada pelo deputado estadual Agripino Magalhães Júnior (MDB-SP), que afirma que as declarações veiculadas em rede nacional teriam como objetivo desqualificar e estigmatizar a orientação sexual ou identidade de gênero de Juliano Floss. Segundo o parlamentar, a conduta pode se enquadrar como injúria racial por motivação LGBTQIAPN+fóbica.
De acordo com a denúncia, o entendimento jurídico se baseia na equiparação da homotransfobia ao crime de racismo, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal em 2019, prevista na Lei nº 7.716/1989. Este é o segundo caso envolvendo o BBB 26: em 22 de janeiro, o participante Matheus Moreira também foi denunciado ao MP de São Paulo após imitar, de forma considerada pejorativa, os trejeitos de um homem gay.


