O Afoxé Ylê de Egbá, primeiro grupo do gênero e o mais antigo em atividade no Recife, completa 40 anos neste mês de agosto. A comemoração será no sábado (22), no Alto José do Pinho, com a retomada do Kizomba – A Festa do Povo Negro na Rua, em uma programação gratuita das 13h às 23h20.
A agenda reúne música, cortejos, dança e manifestações da cultura popular. Entre as atrações estão DJ Phyno, Tribo Indígena Tupã, Coletivo Danzáfrica Mandén, Tribo Indígena Tapirapé, União dos Afoxés de Pernambuco, Forró do Suco Elétrico, Maracatu Nação Porto Rico, Bongar e o próprio Ylê de Egbá.
Criado no Alto José do Pinho, o grupo tem origem nas rodas de samba e afoxé realizadas na década de 1980 por Expedito Neves, Dito d’Osòósi (in memoriam), que deram origem aos primeiros cortejos pelas comunidades da região. Em 1986, a organização foi formalizada como Entidade de Cultura Negra Afoxé Ylê de Egbá.

Ao longo de quatro décadas, o grupo levou sua música a festivais na Bélgica, Itália, Portugal, Alemanha, Inglaterra e Holanda. Atualmente, como Ponto de Cultura, mantém oficinas de dança, percussão, agbê e práticas corporais afro-brasileiras, atendendo cerca de 120 pessoas, principalmente jovens, mulheres e moradores da comunidade.
A comemoração também marca um período de reconhecimento dos afoxés como patrimônio cultural do Recife. Desde 2023, o gênero é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do município. A retomada do Kizomba integra uma agenda que prevê novas edições da festa em outubro, novembro e dezembro.


