A artista, educadora e produtora cultural Lilli Rocha está à frente de dois projetos de destaque no Recife, que exploram a dança como ferramenta de expressão, autoconhecimento e preservação da cultura. Depois de levar o Grupo Experimental de Dança à França no final de 2025, Lilli retorna ao palco do Teatro de Santa Isabel neste sábado (24) com o espetáculo Zambo, apresentado no 32º Janeiro de Grandes Espetáculos. A obra, criada por ela em parceria com Sonaly Macedo em 1997, celebra quase 30 anos de história e reúne quatro gerações de bailarinos em cena, dialogando com o Movimento Mangue e homenageando Chico Science.
Além de dirigir o espetáculo, Lilli também é idealizadora do projeto “Antídoto: a cura da alma através da dança”, uma oficina gratuita que está disponível no Paço do Frevo até a próxima quinta-feira (22). Voltada para mulheres, a atividade propõe práticas artísticas e corporais que promovem cuidado, escuta e reconexão com o corpo, integrando música e dança como instrumentos de autoconhecimento e fortalecimento coletivo. A metodologia do projeto enfatiza a criação de espaços seguros, acolhedores e transformadores para as participantes.



Já na apresentação, ela e o elenco, formado por Rafaella Trindade, Jennyfer Caldas, Marcos Teófilo, Henrique Braz, Everton Gomes e percussionistas Paula Caal e Ana Paula Marinho, traduzem a poesia do corpo no ritmo da alma, mantendo viva a cultura pernambucana e a tradição da dança-mangue. A obra reforça a importância do diálogo entre tradição e contemporaneidade, mostrando como a arte pode atravessar gerações, consolidando-se como um instrumento de resistência cultural e política.


Com ambos os projetos, Lilli reafirma seu compromisso em democratizar o acesso à arte e ao cuidado emocional, seja por meio de oficinas que promovem saúde mental e autoconhecimento, ou pela dança de palco que preserva e reinventa a tradição cultural do Recife.




