O Museu do Estado de Pernambuco encerra 2025 com a abertura da exposição ColeTânia — Memória, Traço e Cor, da artista plástica e escritora Tânia Carneiro Leão. Com curadoria de Carlos Trevi, a mostra ocupa o Espaço Cícero Dias e reúne mais de 170 obras entre pinturas, desenhos, gravuras, painéis e miniquadros, além de marcar o lançamento do livro ColeTânia, que dialoga diretamente com o universo visual da artista.
A publicação apresenta memórias e relatos de personagens que cruzaram a trajetória de Tânia, em uma narrativa leve e bem-humorada, enquanto a exposição destaca sua pintura do cotidiano, em que objetos aparentemente simples, flores, frutas, tecidos e luz, ganham vitalidade e múltiplos significados. Aos mais de 80 anos, a artista reafirma uma obra que transforma a natureza-morta em presença viva, marcada por cor, ritmo e sensibilidade.
Críticos e artistas ressaltam a força e a originalidade de sua produção, que dialoga com tradições da pintura holandesa, mapas antigos e a chamada pintura ingênua, sem perder a identidade autoral. Para nomes como Raul Córdula, Armando Souto Maior e Adão Pinheiro, Tânia constrói uma obra audaciosa, emocional e crítica, capaz de reinventar paisagens, bodegões e mapas com imaginação e profundidade poética.











