Já duas vezes indicado ao Grammy Latino, o cantor, compositor e produtor musical pernambucano Barro celebra agora sua terceira nomeação, na qual busca o prêmio inédito. Ele concorre pela produção do álbum ‘Divina Casca’, de Rachel Reis, na categoria Melhor Álbum de MPB, e como diretor criativo ,pelo projeto ‘Dominguinho’ com João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. O resultado da premiação, que acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos, será divulgado nesta quinta-feira (13).
Mais do que duas chances de vencer, as indicações por trabalhos esteticamente diferentes são o reflexo do amadurecimento e da versatilidade de Barro na produção e, pela primeira vez, na direção criativa. “Essa diversidade inevitavelmente influencia a forma como enxergo música. Entrar em contato com artistas de diferentes estilos e possibilidades me traz novas referências e experiências”, aponta Barro, em conversa com o Viver.
A parceria com Rachel Reis, que já rendeu a indicação de Meu Esquema em 2023, consolida-se como uma das mais férteis da nova música brasileira. “É uma trajetória que acompanho há bastante tempo”, observa Barro, que junto a Guilherme Assis a trouxe ao Recife para gravar duas faixas que integrariam o álbum.
Em Divina Casca, Rachael apresenta 15 faixas inéditas como um manifesto sobre resiliência, identidade e amor-próprio, coroadas pela mistura singular de samba, reggae, MPB, eletropop e axé que lhe consagrou
No mesmo Grammy Latino 2023, ele conheceu o empresário e compositor Dan Mendes, que atua ao lado de João Gomes. O encontro abriu caminho para sua entrada na equipe do fenômeno do piseiro, com quem passou a colaborar em Dominguinho e em diferentes frentes da carreira, como no DVD gravado recentemente no Rio de Janeiro e na aclamada participação do cantor no Tiny Desk Brasil. “No fim, tudo se conecta de alguma forma. São artistas muito potentes com quem tive a chance de me relacionar”, celebra.


