O bairro do Guadalupe, em Olinda, será palco de celebração e resistência neste sábado (1º) com a primeira edição do Festival Fára Imara. Inspirado na expressão yorùbá que significa “usamos nosso corpo para nos abraçar”, o evento ocupa o Beco da Macaíba com uma programação gratuita dedicada às culturas de terreiro e à valorização da identidade afro-brasileira.
Pela manhã, o público confere o espetáculo “Ibejis Brincam com a Morte”, que mistura Mamulengo, Candomblé e ritmos africanos para contar uma história sobre infância e ancestralidade. À tarde, das 14h às 17h, acontece o seminário “Terreiros por Justiça Racial – Estratégias de Combate ao Racismo Religioso”, reunindo lideranças religiosas, juristas e pesquisadores em uma roda de diálogo sobre fé e políticas públicas.
Entre os nomes confirmados estão Pai Ivo da Xambá, Mãe Beth de Oxum, Mãe Elza de Iemanjá, Vera Barone, Tatiane Pereira, Maria Bernadete, Luciana Maranhão, Antiógenes Viana, Harlan Gadelha, Elinildo Marinho e Higor Alexandre, reforçando o encontro entre saberes tradicionais e institucionais.

À noite, o festival se transforma em um grande xirê em homenagem às lideranças religiosas, seguido de apresentações de Afoxé Oyá Alaxé, Maracatu Encanto do Pina, Coco de Umbigada, Bongar, Orquestra de Frevo, Felipe Alvorada, Juan Dendê, Flor de Catemba, Bateria Preto Velho e DJ Boneka.
Idealizado por Babá Pablo de Aganju, do Ilê Axé Oxum Karê, o Fára Imara é uma realização conjunta do Coco de Umbigada e do Pontão Memória Viva de Pernambuco, e propõe um encontro entre fé, arte e coletividade. O público é convidado a vestir branco ou trajes tradicionais (asó), em respeito às tradições afro-brasileiras e à energia do axé.



Uma resposta
Esse Festival é muito relevante para articulação e promoção da justiça racial para os povos de terreiros e no combate ao racismo religioso. Vida longa ao Festival Fara Imará.