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Ator pernambucano Sandro Guerra é destaque na série ‘Pssica’, da Netflix

ANDRÉ GUERRA
Foto: Divulgação

Desde que estreou na Netflix, Pssica vem ganhando notoriedade pela forma como lida com uma das maiores chagas sociais do Brasil e do mundo. Dirigida por Fernando Meirelles (de Cidade de Deus) e pelo seu filho, Quico Meirelles, a minissérie de quatro episódios ficou entre as mais assistidas da plataforma em sua estreia. E um ator que há mais de duas décadas chama atenção no cinema pernambucano ganha destaque: Sandro Guerra.

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A obra é ambientada na ilha do Marajó, no Pará, e adapta o romance homônimo do escritor Edyr Augusto. A trama acompanha os personagens Janalice (Domitila Cattete), raptada pelo tráfico sexual de mulheres, Preá (Lucas Galvino), destinado a liderar a gangue de criminosos da região amazônica, e Mariangel (Marleyda Soto), que quer se vingar pela morte de sua família.

É nesse cenário que Sandro dá vida ao policial aposentado e solitário Amadeu. Padrinho de Janalice, ele inicialmente pensa que a sobrinha fugiu de casa com o namorado, mas rapidamente percebe que a situação é mais grave do que parecia. Em entrevista exclusiva ao Diario, o ator revela como a construção do personagem foi essencial para narrar essa saga com o máximo de autenticidade.

“Fátima Toledo foi uma excelente preparadora e, junto com ela, a gente definiu caminhos muito específicos para Amadeu, que é um cara cristão da maneira que todos os cristãos deveriam ser e que, justamente pela sua bondade e honestidade, recusa-se a participar dos esquemas corruptos da região”, conta. “Ele tem uma força de pai mesmo e, na busca por Janalice, acaba desbaratando um esquema brutalmente real”.

Foto: Gabrielle Santos (Afrorec)

Aos 57 anos, Sandro tem uma longa carreira no cinema. Sua primeira participação em longa foi em Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues, em 2003. Desde então, trabalhou em filmes marcantes como Cinema Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, Divino Amor, de Gabriel Mascaro, e Propriedade, de Daniel Bandeira. Ja na série Cangaço Novo, que em breve chega à segunda temporada, ele vive o vaqueiro Ribamar.

“Rodamos em locação e a atmosfera do set era como se fosse cinema mesmo, o que não poderia ser diferente com dois craques como Fernando e Quico”, ressalta. “Ser ator é ter a oportunidade de viver a fantástica magia de ser outra pessoa em si mesmo. Depois do Renildo, aquele homem péssimo de Propriedade, incorporar um cara bom como Amadeu é um presente”, diz.

O ano de 2025 está sendo marcado por uma interseção entre Pernambuco e a região amazônica, como se viu também em O Último Azul e em Manas, cuja ambientação na Ilha do Marajó e o tema do abuso sexual de menores está em sintonia com Pssica. “É um momento único para os artistas de fora do eixo Rio-São Paulo e é especialíssimo poder encabeçar uma série com essa força visual”, vibra.

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