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Palhaço Chocolate celebra 50 anos de alegria no Dia das Crianças

Foto principal: Melissa Fernandes

NICOLLE GOMES

O Palhaço Chocolate marcou gerações de crianças pernambucanas. Este ano, o personagem comemora 50 anos espalhando alegria. Tradicionalmente lembrado por realizar o maior show infantil ao vivo no Dia das Crianças, no Parque 13 de maio, ele estará novamente no local neste domingo, festejando um marco tão importante.

O Viver conversou com Ulisses Dornelas, o homem que há cinco décadas dá vida ao Palhaço Chocolate. Segundo ele, os dois são “irmãos gêmeos”. A pessoa que pensa tudo que o clown executa é, na verdade, muito parecida com ele. 

Foto: Melissa Fernandes

“O Ulisses é meu irmão gêmeo. Ele tem formações que ajudaram a compor a imagem do Palhaço Chocolate: pedagogo, ator profissional, psicólogo e administrador. Ulisses entrega para Chocolate, e Chocolate realiza. O palhaço é quem leva minhas mensagens. Temos uma simbiose. Tanto que eu não apareço sem a farda, só apareço a caráter. Porque eu não quero que essa fantasia de 50 anos se quebre”, conta,

Nascido na cidade de Olinda, Ulisses sempre foi muito ligado à arte e ao território pernambucano. Desde muito novo, já tinha paixão pela interpretação. Na adolescência, fez parte do grupo Família dos Bombons. Era o início do que viria a ser um enorme símbolo de diversão e cultura acessível para tantas crianças.

“Eu comecei com 5 anos, brincando. Tinha vários bombons: Caramelo, Pirulito, e eu era o Chocolate. Como fazíamos muitos aniversários, a história foi evoluindo até chegar a um ponto em que todo mundo só queria o Chocolate. Quem não gosta de chocolate, não é mesmo? É uma delícia. Recebi o convite e comecei a me apresentar solo. Ao mesmo tempo, a Família dos Bombons foi se desfazendo e eu disse: ‘Não vou deixar esse personagem morrer’”, relembra.

Foto: Melissa Fernandes

Uma das crianças que foi tocada pelo trabalho do Palhaço Chocolate foi Carlos Eduardo da Silva. Hoje, aos 25 anos, ele compartilha as memórias afetivas de quanto frequentava o show do palhaço nos Dias das Crianças. Desde os quatro anos, ele era levado pela mãe, junto com os primos.

“É um sentimento de alegria, pois era um momento único de ver outras crianças, estar com meus familiares. Era uma coisa superdivertida poder cantar, brincar, pular, comer besteira o tempo todo, ver o palhaço de perto”, recorda.

Foto: Arquivo Pessoal

As lembranças envolvendo o Palhaço Chocolate são tão importantes para Carlos que ele incluiu em um projeto acadêmico intitulado Revivendo a Infância uma foto com a irmã e o próprio Chocolate. Como Carlos, muitas outras crianças puderam ter acesso à cultura e lazer de forma gratuita por meio do empenho de Ulisses. 

O Palhaço Chocolate conta como é ver o trabalho reconhecido. Emocionado, ele não segura as lágrimas ao compartilhar esse sentimento. “São lembranças maravilhosas. Eu me sinto feliz por ser esse porta-voz. Então, quando você vê seu trabalho ganhar vida, corpo, admiradores, é especial. Onde eu chego, a imprensa é muito simpática com o meu trabalho, todos reconhecem que tem algo diferente. Dizem que é proibido o palhaço chorar, mas tem hora que você chora”, confessa. Ninguém chega a cinco décadas de sucesso por acaso. Que venham os próximos 50.

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